QUARENTENA

Desmedida noite,   

Torpor das vidas alheias,

Abatidas por sortilégios infundindo pavor ao peito,

De outrora desfreado coração.

 

Almas em compasso de espera desoladora

da promessa de existência ou

Do perecimento por brusca asfixia.

 

Noite demasiada de lua sorrateira,  

Com sorriso de soslaio insistente.

Impingindo distancia, alimentando saudades.

 

Chegará a alvorada dos pássaros e o  

Soar dos sorrisos como clarins e cornetas,

Abraços como tambores e salva de tiros.

O brilho terá chegado às palmeiras.

 

Leonardo Marques


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